quarta-feira, 5 de março de 2014
A crescente polarização da sociedade brasileira
Defendo muitos resultados do governo do PT nas áreas econômica e social (não se limitando ao bolsa família) e até, em certa medida, meio ambiente. Mas critico a dinâmica de alianças políticas, a forma de construir a coalizão, a aproximação com os ruralistas, a atitude negativa em relação às questões indígenas e das populações tradicionais, e a parada na criação de unidades de conservação no governo Dilma. Para mim, o desequilíbrio reflete uma escalada de conflitos de visões, que atinge de forma perigosa a credibilidade da imprensa e da Justiça. Reflete também a falência da oposição, que não conseguindo emplacar um discurso de ética, de eficiência ou de caminho político, se encolhe, deixando à mídia e às redes sociais um papel que deveria ser seu. Quando o PT era oposição, a ética viva. Com o governo, o pragmatismo impera.
terça-feira, 4 de março de 2014
A legitimização do ódio social da classe média
A jornalista Raquel Sherazade ficou conhecida por seus comentários raivosos no SBT, que justificavam justiceiros que espancaram, torturaram, despiram e amarram a um poste um adolescente infrator e tratavam com brandura o cantor Justin Bieber. Foi muito criticada pela esquerda ao dizer que a ação dos justiceiros era justificada pela incompetência do Estado. Agora, a liberal Eliane Brum escreveu um belo artigo descrevendo os vários casos de violência gratuita, a partir do episódio do homem esquizofrênico que empurrou uma mulher dentro dos trilhos do metrô. Ligou os vários casos e construiu um argumento de que a raiva que esses casos expressam tem a ver com a situação do país, com a falta de resposta do governo, com as reivindicações não atendidas nas manifestações de junho de 2013. Para mim, um argumento que pode se aproximar, na função (mesmo que não tenha sido a intenção), ao de Sherazade.
Ora, a revolta da classe média e seus atos gratuitos não pode ser justificada pela ação ou inação do governo. Temos 500 anos de história. Índios massacrados. Negros escravizados. Milhões de favelados. Se a injustiça e a falta de ação do estado são justificativa para ações de ódio, então cuidado com o ódio de índios, negros e pobres. Este ódio ainda não começou a se expressar.
Imagine você, seu classe média, classe média alta, se o pobre que está no ponto lotado olha para o seu carro e realiza que você é a causa de ele ser pobre, uma situação que ele não causou. Sim, você, eu, os privilegiados que sempre se beneficiaram da distribuição desigual, cujos pais compactuaram com o golpe militar de 1964. Imagine se em vez de ônibus, carros de luxo passassem a ser o alvo. Imagine se as escolas e hospitais particulares passassem a ser atacados para mostrar que à elite e à classe média que seus filhos não podem começar a vida com vantagem sobre outras crianças que merecem tanto ou mais que eles.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
PIBinho ou PIBão?
Quem ouve ou lê os noticiários fica com a impressão de que os outros países estão crescendo muito mais que o Brasil. Será fato? Temos um PIBinho? Aproveitamos menos a onda de crescimento mundial que os outros países?
Veja neste gráfico, com dados do Banco Mundial, uma comparação do PIB do Brasil com outros países emergentes no mundo e alguns já considerados desenvolvidos (África do Sul, Chile, México, Índia, Rússia e Espanha):
Em 2004, o PIB do Brasil era um pouco menor que o do México e da Índia, e um pouco maior que o da Rússia. O PIB da Espanha era bem mais alto. O PIB do Brasil já era gigante perto dos PIBs da África do Sul e do Chile.
Mas o que aconteceu desde então? O PIB do Brasil quadruplicou. A Espanha estagnou, e de um PIB que era quase o dobro do brasileiro, no final de 2012 tinha um PIB que era a metade do PIB do Brasil. A Rússia parecia boa competição até 2008, ano da grande crise financeira internacional, que derrubou seu PIB, que passou a crescer no mesmo ritmo do Brasil, sendo 80% deste. O México quase não cresceu, ficando com um PIB cerca de 40% do PIB do Brasil. A Índia, que tinha um PIB semelhante ao do Brasil, no final de 2012 era 80% do PIB brasileiro.
Chile teve um bom crescimento relativo, mas a diferença de tamanho das economias brasileira e chilena torna a comparação difícil. A África do Sul, um pouco maior, duplicou sua economia, mas não chegou a quadruplicar, como o Brasil.
Repare também o tombo dos outros países em 2008, em que o Brasil foi pouco afetado, e que em 2012, quando o PIB do Brasil sofreu um baque, os demais países (exceto a Índia) também sofreram.
Vê-se que o Brasil não foi mal como alardeia a mídia e a oposição, e reclamam alguns empresários. E em 2013 não foi diferente. O IBGE divulgou uma análise em que compara o Brasil com 13 economias que já divulgaram seus PIBs de 2013. Veja como se compara o crescimento do Brasil no ano passado:
Veja neste gráfico, com dados do Banco Mundial, uma comparação do PIB do Brasil com outros países emergentes no mundo e alguns já considerados desenvolvidos (África do Sul, Chile, México, Índia, Rússia e Espanha):
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| PIB 2004-2012 de Brasil e países selecionados (clique para aumentar) |
Mas o que aconteceu desde então? O PIB do Brasil quadruplicou. A Espanha estagnou, e de um PIB que era quase o dobro do brasileiro, no final de 2012 tinha um PIB que era a metade do PIB do Brasil. A Rússia parecia boa competição até 2008, ano da grande crise financeira internacional, que derrubou seu PIB, que passou a crescer no mesmo ritmo do Brasil, sendo 80% deste. O México quase não cresceu, ficando com um PIB cerca de 40% do PIB do Brasil. A Índia, que tinha um PIB semelhante ao do Brasil, no final de 2012 era 80% do PIB brasileiro.
Chile teve um bom crescimento relativo, mas a diferença de tamanho das economias brasileira e chilena torna a comparação difícil. A África do Sul, um pouco maior, duplicou sua economia, mas não chegou a quadruplicar, como o Brasil.
Repare também o tombo dos outros países em 2008, em que o Brasil foi pouco afetado, e que em 2012, quando o PIB do Brasil sofreu um baque, os demais países (exceto a Índia) também sofreram.
Vê-se que o Brasil não foi mal como alardeia a mídia e a oposição, e reclamam alguns empresários. E em 2013 não foi diferente. O IBGE divulgou uma análise em que compara o Brasil com 13 economias que já divulgaram seus PIBs de 2013. Veja como se compara o crescimento do Brasil no ano passado:
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| PIB 2013: Brasil x países selecionados (clique para aumentar) |
Vê-se que, entre essas economias, o Brasil teve o terceiro melhor crescimento, somente atrás da China e da Coreia do Sul. Abaixo da média mundial já que a China distorce a média, mas certamente bem acima da média sem a China.
Então: PIBinho ou PIBão? Para mim, parece um PIBão.
E não é somente um PIBão: é um PIBão com diminuição da miséria. Estudo do IPEA mostra que em 2011 o BRasil alcançou a menor desigualdade já medida. Segundo matéria do Jornal Valor Econômico, com base no estudo do IPEA, os salários dos 10% mais pobres do Brasil cresceu mais de 91% entre 2001 e 2011, enquanto os 10% mais ricos cresceram só 16,6%.
É isso que explica o ódio da classe média e da elite pelo PT: egoísmo. Egoísmo, pois a renda dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos.
É um revolução pacífica, que não precisou mandar a elite para o paredão ou para Miami, nem precisou suprimir a democracia. Mas, mesmo assim, a elite se ressente do avanço dos mais pobres e do seu pouco avanço, insuflada por publicações como a Veja e pelos noticiários como o Jornal da Globo na TV, ou o canal GloboNews, que insistem em pintar o país muito pior do que ele está.
Eu também estou chateado, pois minha renda não aumentou 91% no período. Mas seria muito egoísmo achar que o que o que está sendo feito pelos mais pobres está errado. E seria burrice achar que está errado e ainda reclamar do aumento da criminalidade, como muita gente faz.
Temos que valorizar o que já alcançamos. É muito significativo! Talvez dê para fazer mais, ou fazer diferente (como nós ambientalistas defendemos), mas é preciso reconhecer o sucesso do Brasil e não embarcar na campanha de auto-difamação promovida por uma boa parte mentirosa de nossa imprensa. É só ver os dados acima e pensar um pouco por conta própria.
Viva o Brasil!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Rolezinhos: Shopping não é ambiente para famílias. Nunca foi.
Coxinhas, elites, pessoas conservadoras condenam o rolezinho. Esquerdistas, contestadores, intelectuais quase de esquerda os defendem. É o morro vindo ocupar os espaços que sempre foram da elite e da classe média. Espaços que foram construídos com base no desejo da classe média e das elites de se separar do morro. Por causa desse desejo, os comércios de rua perderam seu charme. Mas agora isso terminou.
E olha que dizem que o shopping é a praia do brasiliense! (e eu vivo em Brasília). Mas é tudo exagero: aqui, a praia também inclui os parques, o lago, as calçadas arborizadas do Plano Piloto, os eventos ao ar livre, o Centro Cultural Banco do Brasil e as cachoeiras das vizinhanças próximas ou um pouco mais distantes. Esses ambientes, sim, são para famílias e também seriam sem risco para os manos e minas.
A questão, porém, não é se os shoppings deveriam ou não ser invadidos ou ocupados pela turminha dos manos e das minas, ou se poderão ou não deixar de ser ambientes para a família classe média.
A questão não é se os manos podem fazer mal aos shoppings: é se os shoppings podem fazer mal aos manos.
Uma reportagem no G1 (os rolezinhos nas palavras de quem vai) mostra os perigos que envolvem um rolezinho para os manos e minas: consumo de drogas (eles vão lá para comer fastfood!), endividamento (um jovem gastou R$ 1.000,00 em um par de tênis que comprou à prestação), entre outros.
A questão não é se os manos podem fazer mal aos shoppings: é se os shoppings podem fazer mal aos manos.
Uma reportagem no G1 (os rolezinhos nas palavras de quem vai) mostra os perigos que envolvem um rolezinho para os manos e minas: consumo de drogas (eles vão lá para comer fastfood!), endividamento (um jovem gastou R$ 1.000,00 em um par de tênis que comprou à prestação), entre outros.
Eu mesmo nunca achei shopping um bom ambiente para famílias. Primeiro, porque atiçam o consumismo. Segundo, porque lá não se vê o céu e se passa tempo demais sem ver o céu. Terceiro, porque lá tudo (incluindo os frequentadores) finge ser o que não é. Quarto, porque são um perigo para o bolso. Tudo isso faz mal às famílias. Por isso, não gosto muito de levar minha família lá.
E olha que dizem que o shopping é a praia do brasiliense! (e eu vivo em Brasília). Mas é tudo exagero: aqui, a praia também inclui os parques, o lago, as calçadas arborizadas do Plano Piloto, os eventos ao ar livre, o Centro Cultural Banco do Brasil e as cachoeiras das vizinhanças próximas ou um pouco mais distantes. Esses ambientes, sim, são para famílias e também seriam sem risco para os manos e minas.
Shopping, não. Vá com cuidado. Podem fazer mal para a sua cabeça e para o seu bolso.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Rolezinhos!
O mais difícil de entender no rolezinho? Essa turma toda se juntar querendo ir num shopping! Num shopping!
O paradoxo? Quem é de esquerda defende o direito da galera de ir ao shopping e de ser consumista, e quem é de direita os condena.
Vão dizer que estou simplificando. Desculpe, estou mesmo, para mostrar o absurdo da situação gerada por falta de opções de lazer nas cidades brasileiras.
Nas palavras dos jovens que participam dos rolezinhos, faltam opções de lazer.
A solução? Criar e implementar parques e outras áreas verdes de qualidade, para que os rolezinhos sejam junto à natureza e não junto aos templos do consumo e do capitalismo. Criar e implementar centros de cultura e esportes.
País rico é país sem miséria cultural.
O paradoxo? Quem é de esquerda defende o direito da galera de ir ao shopping e de ser consumista, e quem é de direita os condena.
Vão dizer que estou simplificando. Desculpe, estou mesmo, para mostrar o absurdo da situação gerada por falta de opções de lazer nas cidades brasileiras.
Nas palavras dos jovens que participam dos rolezinhos, faltam opções de lazer.
A solução? Criar e implementar parques e outras áreas verdes de qualidade, para que os rolezinhos sejam junto à natureza e não junto aos templos do consumo e do capitalismo. Criar e implementar centros de cultura e esportes.
País rico é país sem miséria cultural.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
O papel do estado e o capitalismo (in)sustentável: breve reflexão sobre a esquerda e a sustentabilidade no governo Dilma
Quem se diz de esquerda também deveria se dizer verde, e quem se diz verde também deveria se dizer de esquerda.Muitos de nós, ambientalistas, temos uma inclinação à esquerda. Até onde vai a inclinação varia muito. Ser de esquerda não é bem claro. Por exemplo, no que se refere ao meio ambiente, os ambientalistas de esquerda podem defender:
- Um Estado forte e regulador da atividade privada: por meio de leis e normas ambientais, licenciamentos rigorosos, fiscalização, etc., que garantam a sustentabilidade da economia. Neste modelo, quanto mais o estado aperta as normas e a fiscalização, mais os custos socioambientais são internalizados nos negócios, o que diminui os lucros ou aumenta os preços, desagradando empresários e consumidores, diminuindo a geração de empregos e gerando riscos eleitorais. Dessa forma, o Estado regulador busca um equilíbrio entre diferentes interesses públicos e privados, sendo que este equilíbrio nem sempre fica numa zona de sustentabilidade. Este modelo poderia funcionar se todos os países o aplicassem ao mesmo tempo, mas a tendência é uma "tragédia dos comuns" em que alguns países (ou estados) flexibilizam as exigências exportando os custos ambientais para o restante do planeta. Isso não chega a questionar a natureza do capitalismo, que é mobilizado por atores privados em ambiente de mercado em busca de lucro. O governo federal vem sendo criticado por estar afrouxando as exigências, afastando-se desse modelo de sustentabilidade.
- Um estado re-distribuidor da renda: por meio de impostos mais altos aos mais ricos e uso desses recursos em políticas sociais e ambientais e programas de redistribuição de renda ou de renda mínima (como o Bolsa Família ou o Bolsa-Verde). Neste modelo, os mais ricos pagam mais impostos que são usados na resolução dos problemas ambientais e nos subsídios necessários para pagar pela internalização dos custos ambientais. Este modelo pode sofrer forte oposição dos mais ricos, ameaçar o financiamento de campanhas eleitorais futuras, afugentar investidores e capitais para outros países, etc. De novo, sofre pela não aplicação global do modelo. Ao mesmo tempo, considerando a instabilidade política e econômica do Brasil, esse modelo tem limites. Entretanto, taxar mais os mais ricos mais poluidores/depredadores seria provavelmente uma boa ideia, pois um dos rumos de fuga seria tornarem-se menos poluidores/depredadores. Assim, no processo esquerdista de aumentar os impostos para os mais ricos deveria estar um critério ambientalista de não aumentar tanto para os mais ricos mais sustentáveis. Este tipo de Estado tampouco questiona o capitalismo, mas tem sido a base do governo federal, que infelizmente não introduz de forma efetiva a variável socioambiental nesse modelo.
- O estado mantenedor e fomentador da infraestrutura de forma estratégica para favorecer o meio ambiente: que investe, e participa muito, desde na construção de infraestrutura orientada pelos padrões de sustentabilidade até na estruturação adequada de unidades de conservação. Hoje reclama-se que o estado investe pouco e gasta muito em custos recorrentes (salários), devido entre outros fatores a exigências constitucionais. Por isso, este é um modelo meio sonhador, especialmente para o Brasil, onde se gasta pouco com os investimentos que dariam conta das atividades que devem gerar um necessário aumento da renda. Porém, quando se aumenta investimentos, se estes gerarem menos danos ambientais, serão reduzidas as despesas em outros campos da economia, sobrando mais recursos para investir. Um estado que mantém a infraestrutura de forma estratégica é importante para favorecer a sustentabilidade, mas ainda não é anti-capitalista. Porém, não há nada que impeça a viabilidade deste modelo, pelo menos com o pouco que sobra dos impostos para investimentos. Infelizmente, este modelo, que vem sendo implantado no Brasil, ainda incorpora pouco a questão da sustentabilidade, mas há casos interessantes, como os das casas do Programa Minha Casa Minha Vida que estão sendo construídas com energia solar para aquecimento de água.
- O estado fomentador estratégico da atividade privada com critérios e salvaguardas ambientais: por meio de incentivos, empréstimos e compras com salvaguardas socioambientais. Critérios e salvaguardas ambientais são essenciais, mas este tipo de estado tampouco questiona o modelo capitalista. É um estado que depende desse modelo para arrecadar impostos. Fomentar o país numa direção particular é um desafio e pode reduzir a competitividade do país. Mas o sucesso de país, hoje, está intimamente ligado à sustentabilidade. Este modelo ainda é baseado no capitalismo, mas o Estado, como grande consumidor e financiador, não só regula e fomenta, e redistribui renda e custos, mas também direciona a produção. É um modelo muito viável e competitivo, mas ainda pouco incluído nas políticas públicas brasileiras. O Brasil fica satisfeito de apresentar uma proporção alta de energias renováveis em sua matriz, mas camufla o fato de seu consumo energético estar aumentando e, assim, embora a proporção de energia não renovável se mantenha a mesma, a quantidade vem aumentando.
- O estado desenvolvedor da atividade econômica sustentável: por meio de estatais e concessões públicas com padrões de sustentabilidade, geradoras de empregos e renda. O governo federal ainda desenvolve pouco esse modelo, este sim, menos capitalista. As empresas federais na área de sustentabilidade ainda têm presença tímida. A maior empresa estatal, ou de economia mista, a Petrobras, tem seu foco maior na energia não renovável. Investimentos do governo, por meio do BNDES, e dos grandes fundos de pensão de empresas estatais em empresas privadas não sustentáveis aumentam o compromisso do Estado brasileiro com a poluição e a degradação dos recursos naturais. É o caso dos investimentos do BNDES em empresas frigoríficas e de mineração. Enquanto isso, empresas geradoras de energia eólica, por exemplo, seguem predominantemente privadas. Assim, embora o Estado brasileiro pudesse ao mesmo tempo ser vanguarda na sustentabilidade e questionador do capitalismo, não o faz.
Um capitalismo verde será sempre uma economia de nicho, mas um socialismo verde, ou no mínimo uma social democracia verde, são bem mais possíveis. Por outro lado, para o capitalismo predador a direita é bem melhor que a esquerda.
Por isso, quem se diz de esquerda também deveria se dizer verde, e quem se diz verde também deveria se dizer de esquerda.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
A desigualdade de renda nos Estados Unidos - Wealth Inequality in America
Este vídeo superinteressante mostra a absurda desigualdade de renda nos Estados Unidos. O uso dos gráficos ficou super didático! Imagine como seria representar a desigualdade no Brasil!
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